Alunos correndo no pátio da escola
arte colorida

Brasil

Atuamos em parceria com iniciativas que transformam sistemas educacionais para que todos os estudantes e todas as estudantes — especialmente crianças e jovens negros, indígenas e quilombolas — tenham acesso a educação de qualidade e a oportunidades. Neste ano, ajudamos a garantir que as perspectivas dessas comunidades influenciassem políticas educacionais e fortalecessem organizações comunitárias e lideranças que promovem práticas alinhadas ao respeito às diversas culturas.

Centralização Indígenas Vozes
para Transformar a educação

Desigualdades profundas limitam as oportunidades educacionais para estudantes indígenas, negros e quilombolas no Brasil. Nossas parcerias com o Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (FNEEI) e o Fórum de Educação Escolar e Saúde Indígena do Amazonas (FOREEIA) se concentram em remover essas barreiras sistêmicas, dando voz àqueles/as que estão mais próximos dos desafios — lideranças indígenas conduzindo mudanças em suas próprias comunidades.

Em nível nacional, como primeiro financiador institucional da FNEEI, Imaginable Futures a FNEEI defendesse a histórica Política Nacional de Educação Escolar Indígena e Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE), ao mesmo tempo em que trabalhava com o Ministério da Educação nas diretrizes para sua implementação. Essa política propõe investimentos de US$ 300 milhões até 2027 para 249 novas escolas indígenas, incluindo a primeira universidade indígena do Brasil. A política também estabelece uma estrutura de governança que garante que as comunidades indígenas participem das decisões sobre a educação de seus filhos. A FNEEI desempenhou um papel fundamental ao longo de todo o processo, garantindo que as vozes indígenas orientassem tanto a concepção quanto a implementação da política desde o início.

No Amazonas — um estado três vezes maior que a França e que abriga 30% da população indígena do Brasil — nosso apoio ao FOREEIA contribuiu para que lideranças indígenas ajudassem a construir o que pode se tornar a primeira política estadual de educação indígena do país. Esse avanço é especialmente significativo em uma região marcada por grandes distâncias geográficas e por uma histórica trajetória de injustiças. Ao colocar as vozes indígenas no centro do desenho das políticas, esse trabalho garante que estudantes tenham acesso a uma educação enraizada em suas culturas, que fortalece suas identidades e preserva seus modos de vida.

Foto dos grupos indígenas FNEEI e FOREEIA defendendo mudanças no Brasil

Da política nacional à implementação em nível estadual, este trabalho demonstra como elevar as vozes daqueles que estão mais próximos dos desafios leva a uma mudança transformadora. Juntos, o FNEEI e o FOREEIA estão remodelando a educação para milhares de estudantes indígenas e suas famílias, garantindo que possam prosperar sem deixar suas culturas para trás — ao mesmo tempo em que fortalecem o conhecimento que oferece insights vitais para enfrentar as múltiplas crises que a sociedade como um todo enfrenta.

Cultivando o
poder Coletivo para impulsionar
o Plano Nacional de Educação

Grupo de mulheres no Brasil

A formulação de políticas educacionais para o ensino fundamental e médio em escala nacional requer poder coletivo. No Brasil, as organizações que trabalham com equidade racial equidade educação vêm atuando há muito tempo. No entanto, mesmo seus esforços mais intensos muitas vezes careciam dos recursos, da influência e do alcance político necessários para definir prioridades federais, como o Plano Nacional de Educação (PNE), o marco decenal que orienta as metas, prioridades e investimentos educacionais do país.

Onde antes apoiávamos esses grupos como organizações individuais, em 2025, usamos nossos recursos para ajudar a fortalecer uma coalizão emergente, unindo CEDENPA, CEERT, CONAQ, Instituto Peregum, Instituto Odara, Legisla Brasil e Observatório da Branquitude. Mobilizando-se em torno do PNE, sua força coletiva permitiu que alcançassem muito mais juntos do que qualquer grupo poderia sozinho. Eles apresentaram 79 emendas focadas na educação inclusiva e equidade racial, 58% das quais já foram aceitas pelo relator.

A colaboração entre eles não apenas ampliou seu impacto, mas também está ajudando a moldar a direção do sistema educacional brasileiro para a próxima década. Ao garantir que cada emenda incluísse grupos-alvo específicos, metas mensuráveis, cronogramas de implementação e orçamentos dedicados, eles colocaram equidade centro da agenda educacional do país.

Organizações indígenas, negras e quilombolas — historicamente excluídas dos espaços de formulação de políticas — foram fundamentais para moldar a política, sinalizando uma mudança duradoura em direção a uma educação mais democrática e representativa. À medida que o PNE revisado continua em análise no Congresso em meio a intensa pressão política, o trabalho dessa coalizão demonstra que, quando organizações diversas unem seus esforços, elas podem remodelar fundamentalmente a forma como uma nação investe em todos os estudantes.

Construindo avanços:
histórias de progresso

Instituto Chapada

Por meio de uma abordagem que capacita professores e lideranças escolares lideranças desenvolver habilidades e mentalidades que promovam condições de aprendizagem mais equitativas, nossa parceria com o Instituto Chapada aborda uma lacuna crítica na região Nordeste do Brasil, historicamente subfinanciada. A iniciativa já treinou mais de 16.000 educadores, alcançando 175.000 alunos em 850 escolas. Ao trabalhar em estreita colaboração com os departamentos estaduais de educação, o Instituto Chapada está demonstrando como as organizações da sociedade civil podem impulsionar mudanças sistêmicas e ampliar o acesso à educação de qualidade em regiões distantes das oportunidades.

175K

Os alunos alcançados por meio do treinamento mais de 16.000 educadores em 850 escolas

Estátua da Justiça usando um adorno indígena em frente ao icônico edifício de Brasília
rabiscos coloridos

Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO)

A defesa fragmentada limita o poder coletivo das comunidades indígenas e quilombolas da Amazônia em questões relacionadas à educação e ao clima. Apoiamos a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO) na criação de espaços para diálogo e defesa conjunta, reunindo aliados improváveis em torno da ação climática. Por meio de encontros em que os participantes trocaram ideias e encontraram pontos em comum, a iniciativa produziu um plano de defesa compartilhado e uma rede colaborativa pronta para promover mudanças políticas significativas.

Fundo Podáali

Com nosso investimento, o Fundo Podáali fortaleceu um modelo de filantropia liderado por indígenas na Amazônia brasileira, apoiando 87 projetos comunitários, incluindo 20 focados na educação indígena. Esses projetos variam desde a combinação da sabedoria ancestral com o aprendizado acadêmico até a ampliação do acesso ao ensino superior e a preservação e revitalização das línguas indígenas. Com poucos financiadores apoiando a educação indígena, o Podáali ajuda a preencher uma lacuna crítica, ao mesmo tempo em que promove abordagens que mantêm a cultura, a língua e a terra no centro do aprendizado.

87

Projetos comunitários apoiados, incluindo 20 focados na educação indígena