Lívia Maria

Conheça Lívia Maria, coordenadora do programa Imaginable Futures Brasil, cuja carreira tem sido profundamente dedicada à promoção da justiça racial, de gênero e territorial no Brasil.

ilustração Foto de Livia Maria, que atua como coordenadora do programa Imaginable Futures Brasil. Foto de infância de Livia Maria, coordenadora do programa Imaginable Futures Brasil




Antes de ingressar Imaginable Futures, Lívia atuou como coordenadora do Fundo Agbara, um fundo dedicado às mulheres negras no Brasil, onde liderou processos de concessão de subsídios e treinamento técnico para mulheres negras em todo o país, ao mesmo tempo em que fortaleceu as relações institucionais com parceiros como JP Morgan, BrazilFoundation, Co-Impact e Fundação Tide Setubal. Antes disso, ela trabalhou como analista na SITAWI, liderando processos de apoio técnico e financeiro para iniciativas em diferentes regiões do Brasil.

Lívia traz uma vasta experiência em fortalecimento institucional, redistribuição de recursos e comunicações estratégicas, trabalhando consistentemente para ampliar a visibilidade de organizações de base e iniciativas lideradas por mulheres negras. 

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Qual foi a sua maior aprendizagem profissional?

Levei muito tempo para ganhar confiança no meu próprio trabalho. O maior aprendizado que tive foi nunca duvidar de mim mesma e, quando não sei algo, perguntar. Não saber não é uma fraqueza, é maturidade. Ninguém precisa saber tudo.

Por que você ama vir trabalhar?

Acredito que a educação, em sua plenitude, é uma solução para muitas questões sociais. Poder aprender com projetos que criam novos caminhos em seus territórios e apoiá-los é o que me faz amar este trabalho.

Quais Imaginable Futures atuais Imaginable Futures mais lhe interessam?

Estou entusiasmado com a pesquisa que estamos apoiando no Brasil, que reúne dados sobre raça e educação que nunca foram analisados antes. Parece algo inovador.

Se você não trabalhasse na Imaginable Futures, o que estaria fazendo?

Eu estaria produzindo grandes eventos culturais e artísticos!

Se você pudesse ser um personagem de um livro, quem seria e por quê?

Eu escolheria Bibiana, de Torto Arado, um famoso romance brasileiro que retrata a vida, as lutas e a resiliência das comunidades negras rurais do nordeste do país. Bibiana me inspira porque ela personifica coragem, clareza e um profundo senso de justiça, mesmo quando enfrenta o silêncio, a perda e a opressão sistêmica. Seu compromisso em proteger sua comunidade e defender a dignidade reflete os valores que orientam meu próprio trabalho e a maneira como me apresento ao mundo.

O que você queria ser quando crescesse?

Desde pequena, sempre me imaginei trabalhando em um escritório. Adorava fingir que estava digitando documentos, organizando coisas, escrevendo em agendas, conversando com pessoas e atendendo telefones.

Qual é a coisa mais próxima da magia real neste mundo?

Crianças — a maneira pura como elas veem o mundo parece-me verdadeira magia.

Nascer do sol ou pôr do sol?

Nascer do sol. Isso me lembra que um novo amanhecer é tudo o que você precisa para fazer as coisas acontecerem.

Citação favorita:

“Orí mi o ṣe rere fún mi.” Uma saudação em língua iorubá ao Ori (sua mente/cabeça). Significado: Que minha mente seja boa e me traga coisas boas.

O que você imagina ou deseja para o futuro?

Um mundo com mais dignidade, onde todas as pessoas possam viver suas vidas plenamente, com a capacidade de sonhar e amar.